Escrever para sobreviver, um blog que surge em período de quarentena e que convida todos quantos gostem de escrever a participar, diariamente, em desafios de escrita criativa.
Escrever para sobreviver, um blog que surge em período de quarentena e que convida todos quantos gostem de escrever a participar, diariamente, em desafios de escrita criativa.
Já te escrevi anteriormente (aqui) sobre a possibilidade de escolheres plataformas online para publicar os teus livros. Hoje apresento-te algumas dessas plataformas: Wattpad – é uma plataforma de publicação de livros grátis onde podes dar a conhecer as tuas histórias e vê-las comentadas por leitores que podem votá-la. É a maior comunidade de escritores e leitores de todo o mundo e já lançou alguns novos autores para o mercado editorial Kindle Direct Publishing– é a (...)
O livro está escrito e parece que um sentimento de concretização inunda o autor. A verdade é que, para novos autores, o caminho ainda agora começou e, arrisco-me mesmo a dizer que, a publicação é mais difícil do que escrever o livro. Mas a publicação é o sonho de qualquer escritor e, por isso, vale bem a pena tentar. Editoras tradicionais O acesso às grandes editoras tradicionais é difícil, pois a maioria delas publica autores consagrados, ou novos escritores que se (...)
Hoje em dia, há imensas pessoas que escrevem mas cujas criações ficam escondidas num disco rígido de um computador e são esquecidas no tempo. Há excelentes novos autores, mas o mercado não se abrirá por magia. É necessário trabalho, muito trabalho. Daí que cada autor deva encontrar plataformas de divulgação do seu trabalho que vão de encontro ao seu objetivo de dar a conhecer as suas criações. Eis a listagem de algumas plataformas de divulgação de textos: Facebook – é (...)
Querer é poder. E para escrever um livro o querer é o primeiro passo, mas não será o suficiente para teres sucesso na tua demanda. Há alguns truques essenciais para que o teu livro tenha sucesso vejamos: Ter uma boa históriaPara teres sucesso na escrita do teu livro é importante que tenhas uma boa história, que, antes de mais te apaixone, com a qual andes a sonhar, a viver há vários dias, que vais pondo por palavras, mesmo que na tua mente. Será mais fácil transmitir o que (...)
Estava tudo tão quieto menos o meu coração que batia acelerado. A minha respiração descompassada fazia antever o momento final que surgiria como o momento alto de um filme que já fizera rodar vezes sem conta na minha cabeça. O silêncio da noite escondia o medo que corria nas minhas veias, ouviam lá ao longe as bombas sem cessar e eu naquele barco, escuro como breu, sentia a mão da minha mãe que me apertava até doer. Mas estava bem assim. Cada segundo parecia demorar horas e (...)
Todos os escritores têm um estilo próprio. Conseguimos, até, identificar alguns escritores lendo alguns parágrafos ou linhas. Mas habitualmente o modo de escrever vai mudando à medida que o escritor se torna mais experiente, que a sua vida vai mudando e a sua perceção do mundo se altera. A escrita é intrínseca ao escritor, faz parte dele e não se pode dissociar o que escreve da vida e da pessoa, do autor no seu todo. Para quem se aventura agora, iniciando-se neste mundo da (...)
Esta é a hora de deixarmos de ser a nova geração de velhos do restelo. São tempos duros, e a batalha é feroz, há um monstrengo aqui e acolá contra o qual travamos esta guerra desigual. Vamos além da dor, das lágrimas salgadas que choram de saudade por aqueles que, estando perto, sentimos tão longe. Cresce o mar onde lançamos pétalas de amor e cartas engarrafadas com mensagens de amizade, de perdão e de solidariedade. Este cabo das tormentas é difícil de dobrar, mas sentimos (...)
Na correria dos dias deixámos de sonhar, os sonhos que tínhamos enquanto crianças e jovens e que nos faziam voar por entre as montanhas do medo e da angústia perderam-se e, hoje, esquecemo-nos de sonhar, já não sabemos sonhar. Temos em nós sonhos que não nos atrevemos a sonhar assoberbados pelas tarefas do dia a dia ou letárgicos na monotonia de outros. Deixamos para trás os nossos sonhos justificando, a nós próprios, que são inatingíveis e nos fariam gastar tempo e recursos (...)
Esta balada que te dou, cantada, bem baixinho ao ouvido, fala-te do quanto me fizeste sorrir, das lágrimas de felicidade que contei a teu lado. Lembras-te das caminhadas que fizemos na serra, dos domingos enrolados no sofá a ver filmes tontos, das vezes que te lia as histórias que mais gostavas e tu sorrias, porque me amavas?
São lágrimas de saudade que rolam pelo meu rosto, ainda estás aqui, mas eu sei que vais partir. É a hora e o momento. Corre como corríamos pela praia (...)
Dlim, dlão… A campainha da porta tocou e uns ouviram-se uns passinhos aproximarem-se. A porta abriu-se e a pequena figura surgiu com dois totós no alto da cabeça e lábios pintados, sardas no rosto e pestanas grossas e grandes. Uma saia de peito muito rodada onde se poderiam descobrir pelo menos três camadas de tecido, e uma camisola com mangas em balão. ― O que deseja? ― inquiriu com voz aguda que contrastava com o ar envelhecido e curvado do corpo que a libertava. ―É hora (...)